Tipos de Constipação Intestinal

A constipação intestinal é caracterizada pela diminuição da frequência ou dificuldade de eliminação das fezes, sendo uma afecção altamente prevalente. A prevalência média de constipação é de 16% em adultos em geral e de até 33,5% em adultos com idades entre 60 a 101 anos1, 2.

A constipação pode ser primaria ou secundária a um distúrbio de base3 e é classificada como crônica quando os sintomas estão presentes há mais de 6 meses.

Constipação Intestinal Primária

A constipação intestinal primária pode ser dividida em 2 subgrupos: constipação do trânsito lento (caracterizada por propulsão prejudicada das fezes pelo cólon, seja por miopatia, neuropatia ou ambos) e disfunção do assoalho pélvico ou distúrbios de defecação (caracterizada pela dificuldade ou inabilidade de expulsão das fezes). Eles incluem desordens da função anorretal, tais como dissinergia da defecação ou anismus e desordens estruturais, tais como retocele, descenso períneo e prolapso retal4.

Na prática clínica, é definida usando os critérios de Roma III: sintomas ativos nos últimos três meses com o início dos sintomas pelo menos seis meses antes, para além da presença de pelo menos dois outros sintomas durante 25% das evacuações (por exemplo, a frequência de fezes de mais de 3 vezes por semana, esforço para evacuar, sensação de evacuação incompleta, a necessidade de manipulação digital e pressão retal ou dor)5.

Constipação Intestinal Secundária

A constipação intestinal secundária pode decorrer de alguns hábitos de vida como a ingestão inadequada de líquidos e/ou fibras, sedentarismo, uso abusivo de laxantes e algumas medicações, bem como pode ter causas neurológicas (disfunção da medula espinhal, doença de Parkinson, esclerose múltipla), algumas disfunções endócrino-metabólica (tais como diabetes mellitus, hipotireoidismo), distúrbios eletrolíticos (uremia, hipercalcemia), causas psicológicas (depressão, anorexia, doença psiquiátrica, abuso sexual).

Pode-se citar ainda causas intestinais secundárias, tais como, doenças orgânicas (bloqueio mecânico/redução anatômica na luz intestinal, lesões neoplásicas intraluminais e extraluminais, doença inflamatória intestinal, doença diverticular, torções e bridas, irradiação, endometriose).

Tratamentos

Muitas formas de tratamento têm sido propostas, com resultados variáveis, incluindo a ingestão de fibra, laxantes, a terapia de biofeedback, eletroestimulação, cirurgia e, mais recentemente, a estimulação do nervo sacral6, 7, 8, 9, 10, 11.

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Apoio:
Dra. Doryane Maria dos Reis Lima
Coloproctologista
CRM- PR 23678/RQE 1409
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BIBLIOGRAFIA
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11- Maeda Y, Lundby L, Buntzen S, Laurberg S. Sacral nerve estimulation for constipation: suboptimal outcome and adverse events. Dis Colon Rectum. 2010;53:995-9.

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