Dicas para pacientes incontinentes em tempos de COVID-19

Dicas para pacientes incontinentes em tempos de COVID-19

 

Antes de falar das dicas, é necessário entender o que seria normal na continência do esfíncter anal. O esperado é que se consiga segurar a vontade de evacuar ou eliminar flatos até estar em um local adequado, que não suje a roupa íntima com fezes, e que a urgência em procurar um banheiro não seja frequente. Quando foge do descrito acima e acontece com frequência, pode se tratar de um caso de incontinência fecal.

A maior parte dos pacientes não procura atendimento médico, por constrangimento de falar sobre o assunto, e acaba se adaptando e convivendo com os sintomas. O período de pandemia do COVID-19 dificulta ainda mais o diagnóstico e tratamento, pois também existe o medo de sair de casa e se contaminar durante a consulta.

Enquanto não voltamos ao convívio social normal, e o médico possa ser consultado, tem algumas medidas que podem ser adotadas para diminuir as perdas fecais. Mas é importante lembrar que a avaliação médica é necessária, assim que possível.

 

Seguem as dicas:

 

  • Ingerir mais fibra para as fezes ficarem mais firmes e macias (fezes amolecidas dificultam segurar a vontade de evacuar e fezes muito ressecadas que causam constipação, podem provocar escapes não esperados);

 

  • Higienize sempre a região anal com água, após cada evacuação, ou se notar que a roupa íntima está suja, para evitar assaduras;

 

  • Para casos de perda fecal maior, podem ser utilizados supositórios ou similares que provoquem a evacuação, para serem administrados antes de sair de casa, esvaziando o reto e evitando a evacuação inesperada em local não adequado.

 

  • Caso se sinta mais à vontade, pode utilizar um absorvente fino, ou até uma fralda (hoje em dia existem vários tipos que não fazem volume e deixam o paciente mais confortável).

 

  • Atividade física que favoreça o fortalecimento da musculatura pélvica, caso não tenha contraindicação, sempre é bem-vinda.

 

Assim que se sentir seguro com relação à Pandemia, não deixe de procurar ajuda e agende uma consulta com um especialista! A incontinência fecal tem tratamento e você pode se beneficiar.

 

Apoio:

Dra. Aline Apel – Coloproctologista
CRM 4293

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