Compreensão, prevenção e controle: sintomas e tratamentos para a incontinência presente após um episódio de AVC

Um acidente vascular cerebral pode causar sequelas no corpo quando não tratado de forma eficaz em um curto período de tempo. Um estudo realizado na Universidade de Lancashire em Preston, Reino Unido, mostrou que, após um acidente vascular cerebral, os pacientes podem apresentar condições e sintomas de diversos tipos de incontinência. O estudo também mostra como os diferentes tipos de tratamento podem contribuir para a melhoria do paciente.

Para o tratamento dessas condições, é importante entender a relação do derrame no desenvolvimento da incontinência e quais são os possíveis tratamentos. Para sua prevenção, é importante saber como identificar os sintomas de um AVC e qual é o procedimento correto para evitar que um AVC cause sequelas graves em nosso corpo.

Do AVC à incontinência

Ao sofrer um derrame, os pacientes podem desenvolver condições de incontinência, uma vez que o bloqueio de sangue no cérebro pode provocar deteriorações físicas e mentais ao paciente. Enquanto um tratamento tardio pode ocasionar sequelas de maior gravidade por um período de tempo prolongado, um tratamento imediato e correto pode ocasionar apenas alguns sintomas temporários ou até mesmo, na melhor das hipóteses, nenhum sintoma.

Dentre os tipos de incontinência, pode-se adquirir a incontinência do tipo reflexa, em que o paciente não está totalmente consciente do espaço que o cerca e libera urina ou fezes. No entanto, os tipos de incontinências normalmente desenvolvidos são: incontinência por estresse, incontinência de frequência e incontinência de urgência.
Como o AVC provoca deterioração mental, certos problemas de comunicação ou controle também podem afetar e promover o desenvolvimento de sintomas de incontinência. Entre essas condições está a dificuldade de comunicação, portanto, um paciente em tratamento de AVC pode não reagir a tempo de pedir ajuda para ir ao banheiro. A destreza e a mobilidade do corpo podem ser afetadas, o que pode causar uma perda do controle da bexiga e do intestino, o que pode levar a uma liberação involuntária ou ao desenvolvimento de incontinência por transbordamento.

Da mesma forma, um paciente que sofreu um derrame pode ser tratado com medicamentos específicos que podem afetar o movimento urinário e fecal, o que pode exigir ajustes na dose, dieta ou tratamento geral do paciente.

Essas condições e sua relação com as AVCs são estudadas há vários anos. Estudos gerais mostram que 15% dos sobreviventes de AVC podem permanecer com esta condição por toda a vida. No entanto, com as prevenções e tratamentos corretos, muitos pacientes podem recuperar o controle do intestino e da bexiga em um período de aproximadamente um ano.

Recuperando o controle

O principal fator para evitar efeitos colaterais após um AVC é realizar um tratamento rápido. Um derrame deve ser tratado dentro de um período máximo de quatro horas em um centro especializado para minimizar a probabilidade de danos físicos e/ou mentais. Para isso, é importante estar bem informado sobre como identificar os sintomas, quais são os centros especializados próximos a nós e como podemos estar preparados para um derrame. Na página do Heróis AVC, encontraremos todas essas informações e recursos adicionais que nos ajudarão nesse processo.

Se o paciente já passou por um acidente vascular cerebral e está em processo de recuperação, no início do tratamento, recomenda-se o uso de fraldas para incontinência. Se você notar uma relação entre sintomas e medicamentos, é importante conversar com o médico responsável para organizar uma dieta complementar ou indicar os passos a serem seguidos para um maior controle.

Quando os pacientes voltam para casa e continuam apresentando alguns sintomas de incontinência, além de procurar um especialista que possa recomendar a terapia apropriada, exercícios em casa, como os exercícios de Kegel, podem ser realizados para fortalecer o assoalho pélvico. Além disso, estabelecer rotinas para aumentar o controle da bexiga e do intestino e seguir uma dieta para regular as necessidades urinárias e fecais também podem auxiliar no controle dos sintomas.

O estudo realizado por cientistas da Universidade de Lancashire mostrou que o tratamento via terapia de estimulação elétrica nervosa transcutânea (ENET) foi o mais eficaz na recuperação dos pacientes estudados. No entanto, para este ou outros tratamentos especializados, como medicamentos, ENET, cateteres ou outros procedimentos, é fundamental consultar um médico especialista para que ele possa avaliar e orientar a melhor opção de tratamento para cada caso.

Retomar o controle é um processo de paciência e esforço, mas que nos ajudará a recuperar uma boa qualidade de vida. Temos que estar atentos aos sintomas do AVC para evitar o desenvolvimento de futuras sequelas.

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